Principais causas da mortalidade na infância no Brasil, em 1990 e 2015: estimativas do estudo de Carga Global de Doença

Author:

França Elisabeth Barboza1,Lansky Sônia2,Rego Maria Albertina Santiago1,Malta Deborah Carvalho1,França Julia Santiago3,Teixeira Renato1,Porto Denise4,Almeida Marcia Furquim de5,Souza Maria de Fatima Marinho de3,Szwarcwald Célia Landman6,Mooney Meghan7,Naghavi Mohsen7,Vasconcelos Ana Maria Nogales3

Affiliation:

1. Universidade Federal de Minas Gerais, Brazil

2. Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte, Brazil

3. Universidade de Brasília, Brazil

4. Ministério da Saúde, Brazil

5. Universidade de São Paulo, Brazil

6. Fundação Oswaldo Cruz, Brazil

7. University of Washington, USA

Abstract

RESUMO: Objetivo: Analisar as taxas de mortalidade e as principais causas de morte na infância no Brasil e estados, entre 1990 e 2015, utilizando estimativas do estudo Carga Global de Doença (Global Burden of Disease - GBD) 2015. Métodos: As fontes de dados foram óbitos e nascimentos estimados com base nos dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), censos e pesquisas. Foram calculadas proporções e taxas por mil nascidos vivos (NV) para o total de óbitos e as principais causas de morte na infância. Resultados: O número estimado de óbitos para menores de 5 anos, no Brasil, foi de 191.505, em 1990, e 51.226, em 2015, sendo cerca de 90% mortes infantis. A taxa de mortalidade na infância no Brasil sofreu redução de 67,6%, entre 1990 e 2015, cumprindo a meta estabelecida nos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM). A redução total das taxas foi, em geral, acima de 60% nos estados, sendo maior na região Nordeste. A disparidade entre as regiões foi reduzida, sendo que a razão entre o estado com a maior e a menor taxa diminuiu de 4,9, em 1990, para 2,3, em 2015. A prematuridade, apesar de queda de 72% nas taxas, figurou como a principal causa de óbito em ambos os anos, seguida da doença diarreica, em 1990, e das anomalias congênitas, da asfixia no parto e da sepse neonatal, em 2015. Conclusão: A queda nas taxas de mortalidade na infância representa um importante ganho no período, com redução de disparidades geográficas. As causas relacionadas ao cuidado em saúde na gestação, no parto e no nascimento figuram como as principais em 2015, em conjunto com as anomalias congênitas. Políticas públicas intersetoriais e de saúde específicas devem ser aprimoradas.

Publisher

FapUNIFESP (SciELO)

Subject

Epidemiology,Public Health, Environmental and Occupational Health,General Medicine

Reference43 articles.

1. United Nations Millennium Declaration,2000

2. Transforming our world: the 2030 Agenda for Sustainable Development,2015

3. ONU: Brasil cumpre meta de redução da mortalidade infantil,2015

4. Recent trends in maternal, newborn, and child health in Brazil: progress toward Millennium Development Goals 4 and 5;Barros FC;Am J Public Health,2010

5. Pesquisa Nascer no Brasil: perfil da mortalidade neonatal e avaliação da assistência à gestante e ao recém-nascido;Lansky S;Cad Saúde Pública,2014

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