Author:
Carrasco Thais de Lima,Fonseca Fausto Lustosa,Freitas Michelly Fernandes,Souza Rafael Maia Ferraz de,Guimarães Ana Carolina Campos Moraes
Abstract
A disfunção primária do enxerto hepático é definida como o mau funcionamento do mesmo durante o período pós-operatório, como trombose arterial e instabilidade hemodinâmica, dentre outros eventos, sendo uma síndrome multifatorial com grande impacto no resultado do transplante de fígado. Os objetivos deste estudo foram comparar as causas de mortalidade dos receptores com e sem disfunção primária inicial do enxerto; analisar os fatores preditivos de mortalidade do receptor relacionada à disfunção primária inicial e determinar o risco de perda tardia de enxertos que apresentaram disfunção primária inicial. Para a elaboração deste artigo de revisão, foram consultados artigos científicos e de revisão publicados na Medline/PubMed, LILACS, BDENF e IBECS, entre os anos 2012 e 2016. Foram selecionados 14 estudos, nos quais se identificaram incidências variando entre 7% e 27%, e a nomenclatura utilizada para descrever o evento foi mau funcionamento inicial, hipofunção do enxerto, função marginal ou retardo na função. Foram encontradas incidências de não função primária do enxerto hepático entre 1,4% e 8,4% dos pacientes. Os fatores de risco encontrados são relacionados às variáveis do doador, receptor, enxerto e logística do transplante. Conclui-se que o conhecimento das diferentes nomenclaturas empregadas na literatura, das incidências da disfunção e não função primária e seus fatores de risco são fundamentais para qualificar as intervenções de controle dos eventos na perspectiva de melhorar a sobrevida do paciente pós-transplante hepático.
Publisher
South Florida Publishing LLC
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