Abstract
A atividade apícola no Brasil, principalmente no Nordeste, é marcada pela constante perda de enxames e os apicultores buscam suprir essas perdas com a captura de enxames migratórios. Os apicultores que detêm um pouco mais de conhecimento buscam multiplicar seus enxames, usando diversos métodos de divisão e multiplicação de enxames, porém, na maioria das vezes não é avaliado qual destes são mais indicados para esse processo, levando-se em consideração o tempo necessário para as colônias se desenvolverem. Objetivou-se avaliar três métodos comumente usados pelos apicultores quanto ao número de dias que as colônias levam para se desenvolverem. Para isso,12 colônias de abelhas africanizadas foram agrupadas em 3 tratamentos, sendo: Método Tradicional; Método X e Método Torre) com 4 repetições cada. As variáveis foram submetidas a análise de variância e teste de Tukey-Kramer. Houve diferença significativa entre os métodos de multiplicação testados nas colônias filhas (F = 7,16; df = 2, 9; P = 0,014) e nas colônias mães (F = 30,4; df = 2,9; P < 0,01). Os métodos Torre e X apresentaram desenvolvimento mais rápido em relação ao método tradicional (P < 0,05). Analisando comparativamente o período de desenvolvimento das colônias filhas com o período de recuperação das colônias mães, foi observado que não houve diferença estatística entre estas (P>0,05). Conclui-se que os métodos Torre e X podem ser aplicados no processo de multiplicação de enxames, tendo a garantia que estes permitem um menor intervalo de tempo para o desenvolvimento da colônia filha e recuperação da colônia doadora.
Publisher
Revista Veterinaria e Zootecnia