Author:
Freire Rodrigo José Bumussa,Santos Priscylla Marinho dos,Barbosa Yasmin Rufino,Silva Júlia Rodrigues Figueiredo,Bustamante Maria Célia Menezes,Junqueira Julia Valadão,Nietto Andressa Lima,Lippo Tamiris Cristina de Souza,Zelenski Adriana,Jovino Thiago Alicio Severino,Gandini Breno de Amaral,Reiser Juliana Labes,Ribeiro Maria Eduarda Rosa Lopes,Oliveira Thaís Pedra,Pinheiro Ricardo Luiz dos Santos,Silva Rogério Umbelino da,Silva Vitória Cunha,Mourão Kacio da Silva,Silva Junior Marco Aurélio Pavão da,Rabelo Liliane Souza,Costa Lara Beatriz Viana Freitas
Abstract
Introdução: Este artigo de revisão aborda de forma abrangente o prolapso de órgãos pélvicos (POP) em mulheres, enfatizando sua sintomatologia diversa e impacto na qualidade de vida das pacientes. Objetivo: apresentar a complexidade dos sintomas associados ao POP, incluindo manifestações de protuberância ou pressão, sintomas urinários, defecatórios, e os efeitos na função sexual, para promover um diagnóstico preciso e otimizar as abordagens terapêuticas. Metodologia: Essa revisão integrativa da literatura, foi realizada por busca em base de dados de artigos que correspondessem ao tema proposto. Incluiu-se avaliação dos artigos elegíveis na íntegra, excluindo aqueles que não se enquadram nos objetivos do estudo, teses e dissertações, sem contabilizar duplicatas. Resultados e Discussão: embora os sintomas de protuberância e pressão sejam frequentemente associados ao POP, sua gravidade não se correlaciona diretamente com o estágio do prolapso. Sintomas urinários variam desde incontinência urinária de esforço em estágios iniciais até dificuldades de micção devido a obstruções em estágios mais avançados. Sintomas defecatórios, incluindo constipação e esvaziamento incompleto, são significativamente mais prevalentes em mulheres com POP em comparação com a população em geral. Quanto aos efeitos na função sexual, os dados sugerem que o prolapso leve pode não afetar o desejo sexual ou causar dispareunia, mas pode influenciar negativamente a satisfação sexual e o orgasmo, levando algumas mulheres a evitar a atividade sexual por medo de desconforto ou constrangimento. Conclusão: enfatiza a necessidade de abordagens diagnósticas e terapêuticas abrangentes que considerem a totalidade dos sintomas relatados pelas pacientes, reconhecendo que a severidade dos sintomas nem sempre se correlaciona com o grau de prolapso. O estudo reforça a importância de uma compreensão abrangente da sintomatologia do POP para facilitar o diagnóstico precoce e melhorar as estratégias de tratamento, visando melhorar significativamente a qualidade de vida das mulheres afetadas por essa condição.
Publisher
South Florida Publishing LLC