Abstract
A investigação sobre intercompreensão em Didática de Línguas tem vindo a evidenciar os constrangimentos do conceito em termos da sua circulação fora dos espaços académicos, mais concretamente, na escola. Entre outras razões, tais constrangimentos são atribuídos às fragilidades metodológicas da intercompreensão, em especial à ausência de estudos desenvolvidos por professores em contextos educativos concretos, numa perspetiva de inserção curricular. Neste artigo, debruço-me sobre um destes contextos específicos e ainda pouco explorados: o ensino/aprendizagem das disciplinas de línguas estrangeiras (aqui, do Espanhol) no ensino secundário (Portugal). Para tal, apresento dois estudos de terreno que coordenei no âmbito do projeto Miriadi, desenvolvidos por dois professores em situação de estágio pedagógico nas suas turmas, com um desenho de investigação-ação, descrevendo o modo como operacionalizaram o conceito na planificação de unidades didáticas concretas e as potencialidades que lhe encontraram quanto ao desenvolvimento das competências plurilingues e interculturais dos seus alunos. Os resultados de ambos os projetos permitem afirmar que é possível criar e viver, com autonomia e criatividade, um conjunto didaticamente coerente de situações singulares de ensino/aprendizagem da língua, cujo contributo para o projeto de educação linguística da escola, traduzido, aqui, na disciplina de Espanhol Língua Estrangeira, ficou evidenciado.
Publisher
Organizacion de Estados Iberoamericanos
Cited by
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